O Dinamismo Feminino e o Poder da Mudança

Já é mais do que sabido que as mulheres possuem o dom de serem “multitarefa”, gerenciando diversas funções ao mesmo tempo.

Desde muito jovens, elas já são condicionadas a se manterem sempre bonitas e elegantes, ao mesmo tempo sem descuidar da sua educação e formação para o mercado de trabalho. Com a chegada da vida adulta, as tarefas só aumentam. Então é preciso acrescentar ao portfólio o gerenciamento da casa, dos filhos e do relacionamento. E assim chegamos ao dilema: como gerenciar tudo isso com a realização profissional e uma carreira de sucesso?

Quem nunca ouviu falar de alguma mulher que é uma executiva de sucesso, com carreira sólida e excelente salário, mas que sequer sabe o nome do melhor amiguinho do filho? Ainda que os tempos hoje sejam outros, e que é permitido a ela conquistar degraus mais altos no mundo corporativo, vale fazermos a seguinte pergunta: todas as mulheres que estão nessa condição estão plenamente felizes e satisfeitas?

A questão é muito subjetiva e praticamente impossível ter dados precisos para formularmos uma resposta. No entanto, enquanto observadores dos fenômenos da sociedade moderna, podemos inferir algo. E o que vemos freqüentemente, embora não muito divulgado pelas mídias tradicionais, são mulheres abandonando esta carreira mais tradicional e buscando formas de trabalho alternativas, que as permitam gerenciar melhor o próprio tempo e conseguir cuidar dos outros setores importantes de sua vida.

E nessa transição de carreira, dá pra ser ainda mais feliz e encontrar o verdadeiro propósito na vida? Claro que dá. Do contrário, não veríamos tantas mulheres extremamente realizadas vendendo seus artesanatos, ainda que ganhem menos do que em um emprego formal. E o que dizer das mulheres de todas as idades que, mesmo sem experiência em cozinha vão a luta, compram um Curso de Brigadeiro Gourmet e se tornam donas de seu próprio negócio. Algumas precisam até mesmo fazer contratação de funcionários para dar conta de tantas encomendas, abrem loja e se tornam “chefs” de renome. Sair vendendo brigadeiros por aí não é fácil também, mas estas mulheres descobriram algo que amam fazer, e assim conseguem levar essa tarefa com maior leveza.

O que podemos tirar de uma reflexão como esta, é que o sexo feminino é de fato o detentor do poder da mudança. Ainda que saibamos de homens audazes que saíram na vanguarda em negócios onde muitos sequer dariam crédito, é nas mulheres que sentimos a versatilidade a toda prova. E este dom “multi potencial” proporciona a elas o poder de gerenciar também tarefas tão diferentes, como um malabarista equilibrando uma dezena de pratos ao mesmo tempo.

Sendo assim, o que podemos concluir é que a mulher é sim livre para ser o que quiser, mas não deve deixar nunca que os outros, as regras sócias imponham aquilo que elas devem ser.

Não é porque vivemos um feminismo tão ativo e formador de opinião que a mulher deva se sentir na obrigação de ser a grande engenheira, advogada ou arquiteta. Você não deve se sentir na obrigação de ganhar o melhor salário e ocupar o mais alto cargo na companhia, se de fato não quiser. Se a mulher é livre, que o seja também para ser doceira, artesã ou dona de casa. Não hesite em voltar para o simples, se isso lhe satisfaz. Afinal, o ser humano nasceu para desenvolver o seu melhor eu, e isto não depende de convenções sociais, pressões e expectativas. Nem tampouco se trata de alimentar o ego alheio.

Mude, reinvente sua carreira o quanto for preciso. Afinal, o grande e mais valioso empreendimento ainda é o ser humano.

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